Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/tag/microscopio/O futuro passa primeiro aquiSat, 21 Oct 2023 00:40:37 +0000pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.0.1Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2023/10/19/ciencia-e-espaco/concurso-revela-imagens-incriveis-do-mundo-invisiveis-a-olho-nu/https://www.wujanssenprize.com/2023/10/19/ciencia-e-espaco/concurso-revela-imagens-incriveis-do-mundo-invisiveis-a-olho-nu/#respondThu, 19 Oct 2023 21:29:17 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=624578Existem detalhes no mundo que o olho humano não consegue ver – e essas fotos premiadas mostram alguns deles

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Anualmente, o concurso Nikon Small World elege as melhores imagens captadas por microscopia de luz. Também chamadas de fotomicrografias, essas capturas incríveis mostram detalhesdo mundo que são invisíveis– pelo menos, para o olho humano.

Na última terça-feira (17), foram anunciados os vencedores de 2023, ano que marca a 49ª edição da disputa. Desta vez, a organização recebeu quase 1,9 mil fotos, enviadas de 72 países, que revelam o lado artístico da ciência. 

As obras foram julgadas por cinco especialistas, que selecionaram 86 registros: 20 vencedores, oito menções honrosas e 58 imagens de destaque.

Olho de camundongo leva o ouro

A foto vencedora deste ano foi feita pelo pesquisador Hassanain Qambari, com a ajuda de Jayden Dickinson, do Lion’s Eye Institute, um centro de pesquisa da visão em Perth, na Austrália. Ela mostra a retina de um camundongo centrada no nervo óptico, que transmite informações entre o olho e o cérebro.

“A imagem dá uma noção de quais estruturas estão em jogo e quanta energia é usada a partir do momento em que abrimos os olhos”, diz Qambari.

Imagem vencedora do 49º Concurso de Fotomicrografia da Nikon mostra retina de um camundongo centrada no nervo ótico. Crédito: Hassanain Qambari e Jayden Dickson

Os autores esperam que a repercussão da foto possa aumentar a conscientização sobre a retinopatia diabética. Esta condição ocorre quando o açúcar elevado no sangue danifica os vasos sanguíneos na retina, fazendo com que eles inchem e vazem. Isso, por sua vez, pode dificultar a visão do paciente — e, eventualmente, levar à perda da visão.

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É fogo!

Provando que a fotomicrografia abrange uma ampla gama de disciplinas científicas, o segundo colocado não tem qualquer relação com o tema da imagem campeã.

Ole Bielfeldt, um artista digital de 22 anos da Alemanha, garantiu a “medalha de prata” ao capturar o momento em que a ponta de um palito de fósforo acendeu enquanto raspava a superfície lateral da caixinha.

Uma cabeça de palito de fósforo inflamando ao riscar a caixa ficou com o segundo lugar. Crédito: Ole Bielfeldt

O jovem publica regularmente fotos e vídeos macro nas redes sociais, onde é conhecido como “Macrofying“. Seus registros são visões altamente detalhadas e ampliadas de objetos do dia a dia, desde uma tigela de cereais até uma gota de colírio.

Beleza no câncer

Malgorzata Lisowska, uma cientista independente da Polônia, conseguiu dar beleza às células destrutivas do câncer de mama, conquistando o terceiro lugar na competição.

PhD em imunologia, Malgorzata é membro do Centro Internacional de Ciência de Vacinas contra o Câncer, da Universidade de Gdańsk. “Tenho uma formação médica veterinária que me ajudou na identificação de novos alvos para a potencial nova imunoterapia em cânceres”, explica a autora da foto, que mostra as células vermelhas e rosa formando um coração.

Células do câncer de mama formando um coração. Crédito: Malgorzata Lisowska

O perfil oficial do concurso no X (antigo Twitter) divulgou um clipe com as cinco primeiras colocadas.

Para conhecer as outras imagens premiadas no 49º Nikon Small World,clique aqui. E as inscrições para a 50ª edição já estão abertas – os interessados podem acessar este link para saber como concorrer no ano que vem!

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2023/09/18/medicina-e-saude/cancer-google-e-eua-trabalham-em-microscopio-com-ia-para-identificar-doenca/https://www.wujanssenprize.com/2023/09/18/medicina-e-saude/cancer-google-e-eua-trabalham-em-microscopio-com-ia-para-identificar-doenca/#respondMon, 18 Sep 2023 22:24:29 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=605134Tecnologia consegue detalhar patologia, incluindo estágio atual e localização do tecido cancerígeno

O post Câncer: Google e EUA trabalham em microscópio com IA para identificar doença apareceu primeiro em Bacará Ao Vivo.

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Ocâncer é uma das doenças que mais matam no mundo atualmente. A dificuldade no tratamento e, por vezes, em detectá-lo, bem como sua agressividade, infelizmente, impedem que muitas pessoas sejam salvas.

Contudo, muitas medidas estão sendo tomadas para tentar, ao menos, aumentar o tempo de vida do enfermo e detectar a doença com mais antecedência. O mais recente aparelho voltado para este fim é um microscópio equipado com inteligência artificial (IA) construído pelo Google em parceria com o Departamento de Defesa dos EUA.

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Novo microscópio

  • O microscópio com IA é chamado pela sigla ARM em inglês, ou Augmented Reality Microscope (Microscópio de Realidade Aumentada, em português);
  • O dispositivo era trabalhado pelo Google e pelos EUA há anos em segredo;
  • Apesar disso, a tecnologia ainda está em seus primeiros passos e não está diagnosticando câncer em escala clínica;
  • Os resultados em testes iniciais apontaram que o aparelho é promissor, podendo ser ferramenta muito útil a patologistas sem necessidade de uma segunda opinião, algo muito comum na hora de dar o diagnóstico atualmente;
  • Hoje, existem apenas 13 ARMs em operação.

Aparência do microscópio com IA

Segundo a CNBC, que teve acesso ao dispositivo, à primeira vista, o ARM parece com microscópios comumente encontrados em salas de aula de ciências, por exemplo. De cor bege, com larga lente e bandeja para inserção dos materiais para análise, ele se conecta a um PC que possui os modelos de IA que auxiliam na análise.

Uma vez que tudo foi preparado, a IA consegue delinear a localização do câncer, que aparece como luz verde-clara pela qual os patologistas podem ver pela lente e em um monitor.

Além disso, a IA pode indicar quão maligno é o câncer, gerando mapa de calor em preto-e-branco no monitor indicando as áreas limítrofes da massa cancerígena.

De acordo com Patrick Minot, engenheiro de sistemas autônomos sênior na Mitre, ONG que trabalha com agências governamentais para lidar com grandes problemas relacionados à tecnologia, o microscópio não interrompe o fluxo de trabalho dos patologistas, pois a IA se sobrepõe diretamente ao campo de visão do equipamento.

Não vem para substituir

Segundo Minot, o ARM não vem para substituir os sistemas patológicos, mas, sim, para auxiliar as organizações a evitar sua necessidade. Os patologistas podem realizar capturas de tela de diapositivos usando o software do ARM, algo muito mais barato para se armazenar – o sistema custa entre US$ 90 mil e US$ 100 mil (R$ 437 mil e R$ 485,5 mil).

Minot disse ainda que o ARM garante que tanto o software como o hardware permaneça entre a parte integral dos processos patológicos. O ARM deve servir como uma segunda linha de defesa para os profissionais da área, não substituindo-os.

Processo de criação

A Unidade de Inovação em Defesa (DIU, em inglês) do Departamento de Defesa dos EUA, foi quem desenvolveu o microscópio, tendo selecionado o Google para produzir o software da ferramenta dentre 39 empresas que se candidataram.

Contudo, ainda há muito a ser feito. O conceito inicial foi aprovado pelo DIU, mas a organização ainda analisa como colocar o dispositivo em escalas militar e comercial.

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2023/08/10/medicina-e-saude/novo-microscopio-usa-ia-para-detectar-casos-de-malaria/https://www.wujanssenprize.com/2023/08/10/medicina-e-saude/novo-microscopio-usa-ia-para-detectar-casos-de-malaria/#respondThu, 10 Aug 2023 15:22:00 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=568333O microscópio com inteligência artificial identificou 99 amostras como positivas para a malária, uma taxa de precisão de 88%

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Uma equipe internacional de pesquisadores desenvolveu um microscópio que utiliza inteligência artificial para diagnosticar casos de malária com precisão. Os resultados foram publicados na revistaFrontiers in Malaria e podem significar uma verdadeira revolução no tratamento da doença, que mata mais de meio milhão de pessoas todos os anos no planeta.

Leia mais

Desafios do diagnóstico da malária

  • Identificar casos de malária não é uma tarefa simples.
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o diagnóstico parasitário antes de iniciar o tratamento para a doença causada pelos parasitas Plasmodium.
  • Existem vários métodos para isso, incluindo microscopia óptica convencional, testes diagnósticos rápidos e PCR.
  • O padrão, no entanto, continua sendo a microscopia manual de luz.
  • No procedimento, são examinadas partículas de sangue em um microscópio para confirmar a presença de parasitas da malária.
  • O problema é que a precisão dos resultados depende das habilidades do profissional, e pode ser prejudicada pela fadiga causada pelo excesso de carga de trabalho.

Microscópio com inteligência artificial

  • O novo sistema criado pelos pesquisadores obteve alto índice de precisão no diagnóstico da doença.
  • Foram coletadas mais de 1.200 amostras de sangue de viajantes que retornaram ao Reino Unido de países endêmicos de malária, segundo a Medical Xpress.
  • Os especialistas avaliaram essas amostras usando tanto a microscopia de luz manual, quanto o microscópio com IA.
  • A tecnologia identificou corretamente 99 amostras como positivas, o que corresponde a uma taxa de precisão de 88%.
  • “Esse nível de desempenho em um ambiente clínico é uma grande conquista para os algoritmos de IA que visam a malária. Isso indica que o sistema pode realmente ser uma ferramenta clinicamente útil para o diagnóstico da malária em ambientes apropriados”, comemorou a Dra. Roxanne Rees-Channer, pesquisadora do Hospital de Doenças Tropicais da UCLH, no Reino Unido, onde o estudo foi realizado.

Tecnologia precisa ser aprimorada

  • O diagnóstico automatizado da malária tem vários benefícios potenciais, segundo os cientistas.
  • “O diagnóstico automatizado da malária usando IA poderia reduzir essa carga para microscopistas e, assim, aumentar a carga viável de pacientes”, destacou Rees-Channer.
  • Apesar da taxa de precisão de 88%, o sistema automatizado também identificou falsamente 122 amostras como positivas.
  • Isso poderia levar os pacientes a receberem medicamentos antimaláricos desnecessários.
  • E significa que a tecnologia ainda precisa ser aprimorada.

Malária

  • A malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo microrganismo Plasmodium.
  • Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta, dores de cabeça e musculares, aumento dos batimentos cardíacos, aumento do baço e, por vezes, delírios.
  • No caso de infecção por Plasmodium falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença.
  • O diagnóstico tardio pode levar à morte do paciente.

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2021/12/10/ciencia-e-espaco/cientistas-usam-nanofios-de-cristal-para-melhora-de-imagens-em-microscopios-eletronicos/https://www.wujanssenprize.com/2021/12/10/ciencia-e-espaco/cientistas-usam-nanofios-de-cristal-para-melhora-de-imagens-em-microscopios-eletronicos/#respondFri, 10 Dec 2021 17:59:24 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=300020Uma nova tecnologia descoberta por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência de Materiais (NIMS) em parceria com a fabricante de microscópios eletrônicos JEOL – ambos no Japão – promete aprimorar a visualização de imagens nesses equipamentos. Baseada em nanofios de cristal, a arma de emissão de campo (FEG) desenvolvida pelos cientistas deve ser usada em […]

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Uma nova tecnologia descoberta por pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência de Materiais (NIMS) em parceria com a fabricante de microscópios eletrônicos JEOL – ambos no Japão– promete aprimorar a visualização de imagens nesses equipamentos. Baseada em nanofiosde cristal, a arma de emissão de campo (FEG) desenvolvida pelos cientistas deve ser usada em um microscópio eletrônico de transmissão com correção de aberração (TEM). 

(a) Estrutura do TEM do nanofio LaB6; (b) A imagem HRTEM de 800kx obtida usando o emissor LaB6 NW; (c) A mesma imagem obtida usando o canhão de elétrons W (310). Crédito: Zhang, H., Jimbo, Y., Niwata, A. et al. Fonte de elétrons de LaB6 nanofios microprocessada de alta resistência para microscopia eletrônica de alta resolução

Segundo a equipe, essa unidade combinada é capaz de realizar observações de nível atômico com uma resolução de energia de 0,2 eV – a mais alta já registrada para canhões de elétronsnão monocromáticos – com uma alta estabilidade de corrente de 0,4%. 

Durante mais de 20 anos, diversos esforços foram feitos para desenvolver armas de emissão de campo usando nanomateriais teoricamente de alto desempenho, mas nenhum deles foi bem sucedido.

(a) Padrão de microscopia de íon de campo de faceta apical de um emissor de LaB6 NW; (b) Padrão de microscopia de íon de campo de faceta apical de um emissor sem LaB6 NW. Crédito: Zhang, H., Jimbo, Y., Niwata, A. et al. Fonte de elétrons de LaB6 nanofios microprocessada de alta resistência para microscopia eletrônica de alta resolução

Por essa razão, foi considerado um desafio integrar um canhão de emissão de campo baseado em nanofios em um microscópio eletrônico sem prejudicar suas propriedades físicas, como vida e estabilidade. 

De acordo com os pesquisadores, esse é o motivo pelo qual, até hoje, as armas de emissão de campo disponíveis comercialmente ainda são equipadas com agulhas de tungstênio desenvolvidas há mais de meio século. 

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Ferramenta pode ser útil em microscópios eletrônicos usados nas áreas de semicondutores e médica

Publicado recentemente na versão on-line da revista Nature Nanotechnology, o artigo científico descreve as técnicas desenvolvidas pela equipe para sintetizar quimicamente e fazer crescer nanofios de cristal único de alta pureza de hexaboreto de lantânio (LaB6), conhecido por ser um excelente material de cátodo quente emissor de elétrons.

Desse modo, eles puderam projetar um mecanismo de fonte de elétrons capaz de emitir com eficiência essas partículas. Para isso, precisaram elaborar técnicas para extrair um único nanofio e integrá-lo em uma estrutura de fonte de elétrons otimizada. 

Entre as vantagens da fonte de elétrons baseada em nanofio LaB6 estão os requisitos de condição de vácuo relativamente moderados, alta estabilidade de corrente, baixa tensão de extração, largura de distribuição de energia de feixe de elétrons estreita e alto brilho. 

Segundo os autores do estudo, essa fonte de elétrons pode ser aplicável ao desenvolvimento de microscópios eletrônicos de emissão de campo de próxima geração com maior resolução espacial e de energia – ferramentas potencialmente valiosas nos campos de semicondutorese médicos. 

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2021/08/24/ciencia-e-espaco/cientista-brasileira-e-responsavel-por-microscopio-quantico-que-ve-o-impossivel/https://www.wujanssenprize.com/2021/08/24/ciencia-e-espaco/cientista-brasileira-e-responsavel-por-microscopio-quantico-que-ve-o-impossivel/#respondWed, 25 Aug 2021 01:38:04 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=247276A cientista brasileira Catxere Casacio foi a responsável pelo desenvolvimento de um microscópio quântico na Universidade de Queensland

O post Cientista brasileira é responsável por microscópio quântico que “vê o impossível” apareceu primeiro em Bacará Ao Vivo.

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Lembra do microscópio quântico criado por cientistas para “ver o impossível“? O imenso salto científico dado por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, aconteceu graças a uma mente brasileira. A cientista Catxere Casacio foi quem desenvolveu o objeto de aplicação em biotecnologia durante seu projeto de doutorado. Com o microscópio, é possível enxergar estruturas biológicas impossíveis de serem vistas de outra forma.

A doutora Catxere se graduou em física na Universidade de São Paulo (USP). Em seguida, estudou engenharia óptica no Institut d’Optique, França, e fez mestrado pela ParisTech, com tese na Universidade Pierre et Marie Curie, em Paris. O currículo também inclui parcerias com nomes como Katiuscia Cassemiro, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e depois com José Ramos na Universidade de La Laguna, Ilhas Canárias, Espanha.

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Foi depois que ela chegou à Universidade de Queensland. Mas a ideia já vinha do mestrado de Catxere Casacio, sob orientação dos professores Claude Fabre e Nicolas Treps. Lá, ela aprendeu a manipular a luz a nível quântico, usando a técnica de “squeezing” de fótons, ou estados comprimidos da luz. O procedimento é recente, experimentalmente medido apenas na década de 1980. Ele permite reduzir o ruído da luz.

“Eu pensei que essa técnica era muito importante (e mesmo extraordinária) para ficar só no meio acadêmico. Eu queria ampliar os horizontes dessa técnica para a medicina. Meus pais são médicos, então eu sempre tive interesse também nessa área. Assim, quando apliquei para meu doutorado, busquei laboratórios de física quântica ao redor do mundo que estavam querendo aplicar essa técnica em biomedicina”, contou, em entrevista exclusiva ao Bacará Ao Vivo.

Na Austrália, ela encontrou o laboratório de ótica quântica, dirigido pelo professor Warwick Bowen, e o Centro de Excelência para Sistemas Quânticos Projetados (EQUS), dirigido pelo professor Andrew White. Já havia uma proposta para fazer um microscópio Raman, utilizado comercialmente em biomedicina, arqueologia, mineração e até em expedições espaciais. Esse modelo usaria estados comprimidos da luz, o que levou Catxere a iniciar o trabalho do zero.

“Esse projeto começou no início do meu doutorado, em janeiro de 2016. Obtive os primeiros resultados em janeiro de 2020. O projeto também ficou completamente estacionário durante os seis meses de minha licença maternidade no início de 2019. Tivemos que comprar as fontes laser e todas as peças ópticas (espelhos, objetivas, polarizadores, retardadores de ondas e uma infinidade de outras peças”, comentou a cientista.

O microscópio feito por Catxere Casacio na Universidade de Queensland tem sensor baseado em emaranhamento quântico. Imagem: Universidade de Queensland

Durante o PhD, a brasileira desenvolveu uma forma de produzir os estados comprimidos de maneira compatível com o microscópio Raman, algo que, segundo ela “não é um processo trivial”. Foi necessário também elaborar um detector de luz, similar a uma câmera, para capturar a luz contendo a informação quântica sobre a amostra. Esses detectores capazes de trabalhar com alta potência luminosa não existem no mercado. Catxere o fez em parceria com Boris Hage e Kai Barnscheidt, da Universidade de Rostock, Alemanha.

“Essa foi a primeira vez que alguém colocou luz quântica num microscópio e fez imagens com ele. Então, a ideia do meu trabalho era mesmo provar que, a princípio, isso é possível. E tendo provado que é, abro também uma porta para que essa técnica possa ser usada em outros microscópios (não só Raman), e em outras áreas que se use a luz também”, destacou a cientista brasileira.

Como a técnica é bastante nova, a doutora Caxtere Casacio explicou, por fim, que ela só será comercialmente factível quando sistemas quânticos do gênero couberem em uma caixa. Até lá, ela deixa a sugestão para os novos físicos e engenheiros da área.

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2021/06/11/ciencia-e-espaco/pesquisadores-criam-microscopio-quantico-para-ver-o-impossivel/https://www.wujanssenprize.com/2021/06/11/ciencia-e-espaco/pesquisadores-criam-microscopio-quantico-para-ver-o-impossivel/#respondFri, 11 Jun 2021 18:14:07 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=201066O grupo de pesquisadores da Universidade de Queensland chegou ao microscópio quântico com o sensor baseado em emaranhamento quântico

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Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, deram um imenso salto científico ao criar um microscópio quântico que pode revelar estruturas biológicas impossíveis de serem vistas de outra forma. Além da aplicação em biotecnologia, a ferramenta pode também ser utilizada por áreas como navegação e imagem médica.

De acordo com o professor Warwick Bowen, do Laboratório de Ótica Quântica da universidade e do Centro de Excelência para Sistemas Quânticos Projetados (EQUS), esse é o primeiro sensor baseado em emaranhamento quântico com desempenho melhor que a tecnologia já existente. Esse emaranhamento é um efeito que Albert Einstein descreveu como “interações assustadoras à distância”.

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Ainda segundo o professor, o avanço também pode melhorar máquinas de ressonância magnética. “Acredita-se que o emaranhamento esteja no cerne de uma revolução quântica. Finalmente demonstramos que os sensores que o usam podem substituir a tecnologia não quântica existente”, disse Bowen.

O professor se empolga com a primeira prova do potencial de mudança com o emaranhamento para detecção. Boa parte do sucesso do microscópio da equipe se deu pela capacidade de catapultar sobre uma ‘barreira rígida’ na microscopia de luztradicional.

O microscópio feito pelo time da Universidade de Queensland tem sensor baseado em emaranhamento quântico. Imagem: Universidade de Queensland

“Os melhores microscópios de luz usam lasers brilhantes que são bilhões de vezes mais brilhantes do que o sol. Sistemas biológicos frágeis, como uma célula humana, podem sobreviver apenas por um curto período de tempo e este é um grande obstáculo”, explicou o professor.

O equipamento montado pelo time fornece 35% de clareza aprimorada sem destruir a célula. Ele permite ainda que estruturas biológicas minúsculas sejam visualizadas. “Os benefícios são óbvios – desde uma melhor compreensão dos sistemas vivos até tecnologias de diagnóstico aprimoradas”, acrescentou.

O artigo contendo o estudo dos pesquisadores da Universidade de Queensland foi publicado na revista científica Nature. “Isso abre a porta para algumas revoluções tecnológicas de amplo alcance”, concluiu o professor Warwick Bowen.

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2021/05/27/ciencia-e-espaco/tecnica-de-microscopio-examina-dentro-do-cerebro-sem-cirurgia/https://www.wujanssenprize.com/2021/05/27/ciencia-e-espaco/tecnica-de-microscopio-examina-dentro-do-cerebro-sem-cirurgia/#respondFri, 28 May 2021 01:41:01 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=190787Cientistas da Universidade de Zurique testaram com sucesso uma técnica de microscópio para observar o cérebro de modo não invasivo

O post Técnica de microscópio examina dentro do cérebro sem cirurgia apareceu primeiro em Bacará Ao Vivo.

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Usando uma nova técnica de microscópio, cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, conseguiram superar a barreira do crânio e observar o cérebro sem uma cirurgia invasiva. Os pesquisadores mapearam todo o cérebro de um camundongo sem danificar o órgão.

Esse era um grande obstáculo no caminho da obtenção de imagens biológicas. O crânio bloqueia e espalha a luz, e normalmente é preciso raspar o couro cabeludo, perfurar o crânio e conduzir uma cirurgia no cérebro para ver de perto.

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Com a nova técnica, os cientistas foram capazes de perscrutar quatro vezes mais fundo noórgão de uma cobaia viva. Ela produz um mapa detalhado e dinâmico da rede vascular do cérebro, o que, para os pesquisadores, é uma ferramenta médica valiosa. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (27), na revista científica Optica.

“A visualização da dinâmica biológica em um ambiente tranquilo, nas profundezas de um organismo vivo, é essencial para a compreensão da complexa biologia dos organismos e da progressão das doenças”, disse o engenheiro biomédico Daniel Razansky, principal autor do estudo.

O time comandado pelo engenheiro biomédico injetou microgotículas fluorescentes nos ratos. O líquido viajou pelo sistema circulatório dos animais. Com um comprimento de onda específico de luz infravermelha, eles penetraram melhor no osso para iluminá-los.

Imagem do cérebro da cobaia usando a técnica de microscópio. Imagem: Daniel Razansky/Universidade de Zurique

O conceito é bem similar ao de uma ressonância magnética funcional, pois deixou que os cientistas observassem dentro do cérebro e vissem quais regiões estão ativas e quando. A novidade é que os cientistas foram capazes de fazer isso usando microscopia fluorescente.

Agora, os pesquisadores trabalham para melhorar o processo. Eles querem obter uma melhor resolução em todas as três dimensões, para assim tornar a ferramenta útil para diagnósticos médicos, além da utilidade na pesquisa biológica.

Conseguir essas observações óticas em alta resolução em tecidos vivos profundos era um desejo antigo no campo da imagem biomédica, segundo o cientista Daniel Razansky.

“A excelente resolução [da técnica] para observações ópticas de tecidos profundos pode fornecer insights funcionais sobre o cérebro, tornando-o uma plataforma promissora para estudar a atividade neural, microcirculação, acoplamento neurovascular e neurodegeneração”, concluiu.

Via:Futurism

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2021/03/11/videos/celular-da-oppo-pode-ser-usado-como-microscopio/https://www.wujanssenprize.com/2021/03/11/videos/celular-da-oppo-pode-ser-usado-como-microscopio/#respondFri, 12 Mar 2021 01:15:36 +0000https://www.wujanssenprize.com/?p=141691A fabricante chinesa Oppo anunciou nesta quinta-feira o smartphone carro-chefe de 2021: o Oppo Find X3 Pro.O aparelho é baseado no SoC Qualcomm Snapdragon 888 e é equipado com 12 GB de RAM e 256 GB de memória interna.O principal destaque está na traseira do aparelho. Como quase todos os celulares modernos, o Oppo Find […]

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A fabricante chinesa Oppo anunciou nesta quinta-feira o smartphone carro-chefe de 2021: o Oppo Find X3 Pro.

O aparelho é baseado no SoC Qualcomm Snapdragon 888 e é equipado com 12 GB de RAM e 256 GB de memória interna.

O principal destaque está na traseira do aparelho. Como quase todos os celulares modernos, o Oppo Find X3 Pro tem múltiplas câmeras. Mas uma delas é inédita: uma “microlente” com sensor de 3 MP e zoom de 60 vezes, capaz de fotografar estruturas microscópicas. Sim, você não escutou errado, o smartphone possui um microscópio, com direito a um anel LED para iluminar o objeto fotografado.

Quanto às outras câmeras, o smartphone vem equipado com uma principal 50 MP, uma telefoto de 13 MP e uma ultrawide de 50 MP. Na parte frontal, o aparelho abriga uma câmera de 32 MP.

OOppo Find X3 Pro tem bateria de 4.500 mAh e carregamento rápido a 65 Watts.

A empresa ainda não definiu o preço, nem a data de lançamento. De qualquer maneira, vai ser difícil de encontrar o Find X3 Pro por aqui. Os celulares da marca são raros em mercados fora da Ásia…

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A fabricante chinesa Oppo anunciou nesta quinta-feira seu carro-chefe para o ano de 2021, o Oppo Find X3 Pro. Baseado no SoC Qualcomm Snapdragon 888 com 12 GB de RAM e 256 GB de memória interna, o smartphone tem hardware poderoso o suficiente para competir com modelos da XiaomiouSamsung. Mas não é por isso que ele chama a atenção.

O principal destaque está na traseira do aparelho. Como quase todos os celulares modernos, o Oppo Find X3 Pro tem múltiplas câmeras. Mas uma delas é algo nunca visto: uma “microlente” com sensor de 3 MP e zoom de 60x, capaz de fotografar estruturas microscópicas.

Sim, é um microscópio, com direito a um anel LED para iluminar o objeto fotografado. A aproximação é suficiente para fotografar a estrutura de subpixels coloridos que formam a imagem em um monitor, como nesta foto produzida pelo The Verge.

Foto dos pixels que compõem a imagem em um monitor, produzida pela microlente do Oppo Find X3 Pro
Foto produzida pela “microlente” do Oppo Find X3 Pro, com zoom de 60x. Imagem: The Verge

Além disso o Oppo Find X3 Pro tem uma câmera principal com sensor de 50 MP, uma câmera telefoto com zoom óptico de 2x e sensor de 13 MP e uma câmera ultrawide (com campo de visão de 110º) e sensor de 50 MP. A câmera frontal tem um sensor de 32 MP.

Outro item que chama a atenção no Oppo Find X3 Pro é a tela, um painel OLED de 3216 x 1440 pixels com atualização a 120 Hz que, segundo a Oppo, suporta 10 bits de cor.

Graças à integração de um sistema de gerenciamento de cores no ColorOS (versão do Android usada pela empresa) isso significa que é possível exibir fotos e vídeos com “mais de um bilhão de cores” na tela, contra os 16,7 milhões de cores das telas convencionais.

Oppo Find X3 Pro
Oppo Find X3 Pro. Imagem: Oppo

OOppo Find X3 Pro tem bateria de 4.500 mAh e carregamento rápido a 65 Watts, além de carregamento sem fios a 30 Watts que pode carregar completamente sua bateria em 1h20 minutos.

Preço e data de lançamento do Oppo Find X3 Pro serão anunciados apenas na próxima semana. Entretanto, a marca tem presença praticamente nula fora da Ásia, então não espere encontrá-lo por aqui.

Fonte:The Verge

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Bacará Ao Vivo - microscópio - Bacará Ao Vivohttps://www.wujanssenprize.com/2020/07/01/noticias/microscopio-com-laser-tira-foto-de-eletrons-em-materiais-cristalinos/https://www.wujanssenprize.com/2020/07/01/noticias/microscopio-com-laser-tira-foto-de-eletrons-em-materiais-cristalinos/#respondWed, 01 Jul 2020 23:29:03 +0000//wujanssenprize.com/noticia/microscopio-com-laser-tira-foto-de-eletrons-em-materiais-cristalinos/102937Nenhuma observação semelhante havia sido feita anteriormente

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Pesquisadores da Universidade de Rostock e do Instituto Max Planck, ambos na Alemanha, com a ajuda de cientistas da Academia Chinesa de Ciências, desenvolveram um novo tipo de microscópio óptico capaz de discernir como os elétrons são distribuídos entre os átomos nos sólidos cristalinos. Até então, havia uma limitação que impedia esse tipo de observação.

Para a desenvolver o microscópio, os pesquisadores usaram poderosos pulsos de laser para irradiar finos filmes de materiais cristalinos. Os pulsos de laser conduziram elétrons cristalinos que, ao ricochetearem em elétrons circundantes, emitiram radiação ultravioleta extrema.

Ao analisar as propriedades dessa radiação, os cientistas compuseram imagens que ilustram como a nuvem de elétrons é distribuída entre os átomos na estrutura cristalina de sólidos com uma resolução de algumas dezenas de picômetros – unidade de comprimento que corresponde a bilionésimos de milímetros.

O novo microscópio ainda está em fase de pesquisas, mas já preparou o caminho para uma nova classe de equipamentos baseados em laser para permitir que cientistas examinem detalhes do microcosmo – pequeno mundo – com uma resolução sem precedentes.

Reprodução

Imagem real de elétrons em material cristalino composto por fluoreto de cálcio. Imagem: Universidade de Rostock

O laser por si só já é usado há décadas para que pesquisadores possam entender o funcionamento interno do microcosmo, já que possibilita rastrear processos microscópicos ultra-rápidos dentro de sólidos. No entanto, ainda era impossível entender como os elétrons ocupam o espaço minúsculo entre os átomos nos materiais cristalinos.

Até que, para superar essa limitação, os cientistas desenvolveram um microscópio que trabalha com os tais poderosos pulsos de laser mencionados anteriormente. “Um pulso de laser poderoso pode forçar os elétrons dentro de materiais cristalinos a se tornarem os fotógrafos do espaço ao seu redor”, explicou Harshit Lakhotia, pesquisador do grupo que desenvolveu o novo microscópio. “À medida que o elétron se move, ele sente o espaço ao seu redor, assim como seu carro sente a superfície irregular de uma estrada esburacada”, continuou.

Batizado de Picoscópio, o microscópio permite que o pulso de laser, ao penetrar no interior de um material cristalino, mova os elétrons ali presentes. “Ao registrar e analisar as propriedades dessa radiação, podemos deduzir a forma desses inchaços diminutos e podemos desenhar figuras que mostram onde a densidade de elétrons no cristal é alto ou baixo”, contou Hee-Yong Kim, outro cientista do grupo. “A picoscopia a laser combina a capacidade de espiar a maior parte dos materiais, como raios-X, e a de sondar elétrons de valência”, acrescentou.

Agora, o grupo de cientistas está trabalhando para desenvolver a tecnologia com mais precisão, a fim de que o Picoscópio passe a sondar, também, elétrons em três dimensões. “Como a picicoscopia a laser pode ser facilmente combinada com técnicas de laser resolvidas no tempo, em breve poderá ser possível gravar filmes reais de elétrons em materiais. Esse é um objetivo há muito procurado em ciências ultra-rápidas e microscopias da matéria”, disse Eleftherios Goulielmakis, professor e responsável por comandar a pesquisa.

Via:Phys.org

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